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terça-feira, 4 de março de 2008

Viva o lado Coca-Cola da puta que o pariu!

Quando eu entrei na faculdade, meus familiares e amigos diziam coisas como 'vê se tu faz alguma coisa pra poupar a gente de tanta propaganda ridícula' e 'esse curso tem tudo a ver contigo'. Agora que eu saí da faculdade, eu vejo que a publicidade não tem salvação e, o pior de tudo: as pessoas realmente gostam dela, o que me dá vontade de enfiar um canivete na orelha e extrair pelo ânus de tanta raiva. Mas, digressões à parte, alguns tipos de publicidade se destacam dos demais por serem tão arcaicos e intelectualmente ofensivos que eu fico me perguntando se alguma pesquisa de mercado mostrou que eles são, de fato, eficientes.
Encabeçando o top 3 da publicidade degradante temos o falso testemunho, do tipo 'o meu dentista só usa esse creme dental, é incrível, ele acaba com 12 tipos de perebas bucais que não existiam até o século passado, só que ele pediu pra não mostrarem o CRO dele no comercial, porque na verdade ele não existe e foi criado pelo redator dessa bosta de campanha que viajou no tempo diretamente da década de 40'. Ou pior ainda quando colocam a Malu Mader pra falar de beleza feminina e recomendar produtos de asseio vaginal e etc quando ela mesma vem travando uma batalha pessoal contra sua monstruosa monocelha que já dura mais de vinte anos.
Logo em seguida temos o nonsense publicitário por falta de criatividade, que se divide em inúmeras subcategorias, como o escatológico e o acompanhado de prostituição infantil. Nesta categoria enquadram-se o 'quero cagar na casa do Pedrinho e jogar Gleid em cima pra tirar o fedor miserável da minha própria merda', todas as campanhas de cerveja - que, impossibilitadas de se calcarem em vantagens e benefícios do produto, afundam cada vez mais na bosta lamacenta dos clichês estereotípicos do homem desprovido de cérebro e da mulher biscate de botequim - e coisas como pessoas escorregando em escadarias utilizando caiaques ou slogans muito bons para serem reconhecidos em sua própria época, como o do Guaraná Antártica, que é o que é, e o da Pepsi - que, muito inteligentemente, enterrou o dadadadada a sete palmos.
Em último lugar, mas não menos insuportáveis, encontram-se as campanhas fantásticas de mistificação enganosa do produto, como aquela que dá nome a esse post, por exemplo. Quer dizer que, dentro da máquina de Coca-Cola, habitam uma inifinidade de seres hermafroditas que produzem aquele líquido cancerígeno e perigosamente viciante em meio a orgias alienígenas e paradas de júbilo à garrafa mais famosa do planeta Terra? Será que, em algum lugar do mundo, um CEO está querendo esconder o fato de que os nossos filhos vão nascer com as orelhas grudadas nas costas e com o pênis cravado no meio da testa devido a ingestão dessa meleca preta gaseificada? Hm, interessante. E o tal do McDonald's, que agora está querendo se posicionar como concorrente direto da Substância Light?! Gerações de crianças cresceram com o 'dois hambúrgueres alface queijo molho especial cebola picles num pão com gergelim é big mac plim' na ponta da língua, e agora os caras vendem maçã criada em laboratório e suco de laranja com gominhos artificiais de plástico pra tentar encobrir o estrago, mostrando sempre em sua publicidade crianças pervertidas que dão em cima de adultos e terminam com cara de trouxa para a câmera.
Passamos por um momento triste na publicidade. Tão triste que faz o filme do Casseta e Planeta parecer divertido. Faz a Ana Maria Braga falando com o bonequinho do Carrefour parecer aceitável. Faz eu ter vontade de recomeçar a minha vida como fiel da Igreja Universal do Reino de Deus. É, o curso não tinha nada a ver comigo, afinal de contas.

domingo, 19 de agosto de 2007

Porco-aranha + Ralph-gay - Cérebro x A Turma do Didi = Os Simpsons - O Filme

Pra quem não sabe - e eu detesto ser o provedor de más notícias - os Simpsons morreram. Foi uma morte lenta e sofrível, mas o que importa é que eles morreram. Deixaram saudades, mas morreram. Quando eu soube que a Fox tinha encomendado a reabertura do caixão da família amarela mais querida deste planeta Terra, na forma de um longa-metragem abusivamente desnecessário, confesso que senti um sopro no coração, seguido de forte náusea e diarréia líquida. Depois, parei pra pensar se realmente valia a pena reanimar cadáveres em troca de dinheiro fácil. A resposta foi não. Entretanto, sentia que era meu dever prestar esse último ato de solidariedade com meus caros cidadãos de Springfield. E fui assistir a isso que eles chamam de Os Simpsons - O Filme, ou semelhante cousa. Acompanhado de pessoas desprovidas de cérebro, devo acrescentar. E me arrependi amargamente. E chorei um pouco ajoelhado num canto. E então vim escrever sobre como eu acho que as pessoas são idiotas e condicionáveis nesse período da História. E não só porque elas riem a cada vez que uma piada envolvendo humor físico cansado - do tipo "Bridget Jones tropeçando no cadarço" - aparece na tela, ou porque fazem questão de frisar o "rá-rá-rá" para que todos na sala do cinema fiquem sabendo que elas entenderam uma piada velha e sem graça. Mas também porque...bom, na verdade era só por causa disso mesmo. Mas já é prova suficiente.
Os Simpsons morreram há mais ou menos umas sete temporadas, quando contrataram os roteiristas de A Praça é Nossa para escrever as histórias, que passaram a ser calcadas em participações especiais e tiradas de fazer o Tom Cavalcante balançar a cabeça em descrença. Então eu me pergunto: o mundo precisava deste filme? E, então, eu mesmo respondo: uma xonga!